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Bibliothèque Nationale de France

Biblioteca nacional com coleções históricas e arquitetura moderna no 13º arrondissement

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Arthur Weidmann

A Bibliothèque Nationale de France (BNF) é a principal biblioteca da França e uma das maiores e mais importantes bibliotecas do mundo. Com uma história que remonta ao século XIV, a BNF desempenha um papel central na preservação e disseminação do conhecimento, abrigando uma vasta coleção que abrange todas as áreas do saber e que reflete o rico patrimônio cultural e intelectual da França.

A origem da biblioteca está ligada ao rei Carlos V o Sábio, que em 1368 instalou na antiga fortaleza do Louvre uma biblioteca que reunia 917 manuscritos e outros documentos. Um inventário de 1373 reporta a existência de 973 manuscritos distribuídos em três salas: uma consagrada aos tratados entre governos, outra aos romances e outra dedicada aos livros religiosos. Havia ainda outra parte da biblioteca de Carlos V que ficara no Château de Vincennes. O criado de quarto do rei, Claude Mallet, desempenhou o papel que, no futuro, corresponderia ao de um bibliotecário e fez uma espécie de catálogo: Inventoire des Livres du Roy nostre Seigneur estans au Chastel du Louvre.

Com a morte do rei Carlos VI, sucessor de Carlos V, a regência da França coube a um inglês, Duque de Bedford, que ao retornar para a Inglaterra, em 1424, levou a biblioteca. Somente um século depois, a partir do reinado de Louis XI (1461-1483), a biblioteca real passou a ser institucionalizada. As coleções reais passaram pelos palácios reais de Amboise, Blois e Fontainebleau antes de mudar definitivamente para Paris na segunda metade do século XVI.

Em 1537 o rei Francisco I decretou a norma, válida até hoje, que obriga os editores a entregar à biblioteca um exemplar de cada livro posto à venda no reino. Este decreto transformou a BNF em um repositório incomparável de literatura e conhecimento. Durante o reinado de Luís XIV, quando Jean-Baptiste Colbert assumiu o controle das finanças, a biblioteca real teve enorme crescimento graças a numerosas aquisições ou doações de importantes coleções particulares e tornou-se a mais importante da Europa.

Depois da Revolução Francesa a biblioteca real tornou-se Nacional e foi enriquecida com inúmeras coleções confiscadas do clero, de príncipes e senhores da nobreza. Calcula-se que tenham sido recolhidos cerca de 250 mil livros e 14 mil manuscritos. Surge então o problema da falta de espaço para tantos livros e documentos, que começou a ser resolvido somente na segunda metade do século XIX, durante o reinado de Napoleão III, com a designação do arquiteto Henri Labrouste para reformar e ampliar os edifícios que abrigavam a biblioteca. Na belíssima sala de leitura, de 1868, destaca-se o talento com que o arquiteto utilizou o ferro fundido na estrutura de finas colunas com capitéis coríntios.

Um século depois, diante da crescente demanda de espaço para acolher a enorme quantidade de livros e outras publicações, no dia 14 de julho de 1988, o presidente François Mitterrand anunciou a construção de uma nova biblioteca. Foi então organizado um concurso internacional e um ano depois o júri, presidido pelo célebre arquiteto I. M. Pei, selecionou quatro projetos. Foi escolhido, finalmente, o do arquiteto Dominique Perrault. Hoje, a BNF é composta por vários locais, sendo o principal deles o site François-Mitterrand, localizado no 13º arrondissement de Paris. Inaugurado em 1996, o edifício é composto por quatro torres em forma de livro aberto que representam os quatro cantos do mundo. Este design moderno e simbólico destaca o compromisso da BNF com a acessibilidade ao conhecimento e com a abertura ao mundo. As quatro enormes torres de vidro em forma de livros abertos destacam-se na margem esquerda do Sena e contrastam com a tradicional paisagem arquitetural da cidade.

O site François-Mitterrand é o lar de milhões de documentos, incluindo livros, manuscritos, mapas, gravuras, fotografias, partituras e registros sonoros. Entre as peças mais valiosas estão os manuscritos iluminados medievais, como as 'Très Riches Heures du Duc de Berry', a coleção de livros de horas do rei Carlos V e os manuscritos de autores franceses célebres como Voltaire, Rousseau, e Victor Hugo.

Além da sede moderna, a BNF também inclui locais históricos, como o site Richelieu, que foi a sede original da biblioteca e continua a abrigar as coleções de manuscritos, moedas e medalhas, e as artes performáticas. Este edifício, com sua arquitetura clássica e salas de leitura majestosas, é um testemunho da rica história da biblioteca e um marco cultural em Paris.

A Bibliothèque Nationale de France não é apenas uma coleção de livros, mas também um centro ativo de pesquisa e cultura. A biblioteca organiza exposições temporárias, conferências, e eventos culturais que atraem estudiosos, estudantes e o público em geral. Estas atividades fazem da BNF um espaço dinâmico de troca intelectual e uma plataforma para o diálogo intercultural.

A BNF também desempenha um papel crucial na digitalização e preservação do patrimônio cultural francês através do projeto Gallica, uma biblioteca digital que oferece acesso a milhões de documentos, permitindo que pessoas de todo o mundo explorem as riquezas da BNF online. Além de suas funções tradicionais, a BNF se adapta continuamente às novas tecnologias e às mudanças na maneira como as pessoas acessam e consomem informação. A biblioteca é um símbolo do compromisso da França com a preservação do conhecimento e da cultura, e uma visita à BNF é uma jornada por séculos de história literária e intelectual.

Hoje, a Bibliothèque Nationale de France continua a ser um dos pilares do patrimônio cultural francês, um local onde o passado, o presente e o futuro do conhecimento se encontram. É um destino essencial para todos aqueles que desejam compreender e apreciar a profundidade e a diversidade da cultura e do pensamento humano.

EraMúltiplas ÉpocasArquitetoDominique PerraultTipo de acervoHistóriaAcessibilidadeAcessibilidade ParcialDuração da visitaMeio dia
Endereço
Quai François Mauriac — 75013 Paris
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    • 14Bibliothèque François Mitterrand
  • Réseau Express RégionalRERTrem RER
    • CBibliothèque François Mitterrand
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