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Cour de Commerce Saint-André

Passagem charmosa com lojas, cafés, e muitas histórias para contar

imagem do Cour de Commerce Saint-André - slide 1

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Na década de 1730 foi aberta uma ruela de passagem entre a rue Saint-André-des-Arts, na altura do nº 61, e a antiga rue des Fossés-Saint-Germain, atualmente rue de l'Ancienne-Comédie. Por volta de 1776 a ruela foi prolongada até a rue des Cordeliers, hoje chamada rue de l’École de Médicine e quinze anos depois foi aberto o acesso para a cour de Rohan, através dos vestígios da muralha do rei Filipe Augusto. No nº 4 há uma butique na qual se veem as pedras remanescentes da histórica muralha.

Durante a Revolução Francesa, a cour du Commerce Saint-André serviu de morada para dois revolucionários. Danton morou no nº 20, numa casa próxima da rue de l’ École de Médicine, desde 1789 até ser preso, no dia 30 de março de 1794. No nº 8, em 1793, o revolucionário Marat manteve uma gráfica na qual imprimia o jornal radical L'Ami du Peuple. A casa de Danton desapareceu, demolida, quando foi aberto o boulevard Saint-Germain durante a reforma urbana de Paris e foram amputados 40 metros desta ruela e as casas existentes nesse trecho.

No térreo do nº 9 houve outro morador célebre, o médico Joseph Ignace Guillotin, que durante a Revolução Francesa propôs que se adotasse, como único meio de aplicar a pena de morte, uma máquina de decapitar. A máquina já existia há tempos e foi aperfeiçoada em 1792 pelo médico Antoine Louis, tendo sido inicialmente chamada Louisette ou Luison, porém, para desgosto de Guillotin, a máquina ficou célebre para a posteridade como guilhotina.

O Café Procope tem aqui uma entrada secundária e mais discreta que a principal, da rue de l’Anciènne Comédie. Em suas salas se reuniam os célebres revolucionários Robespierre, Billaud-Varenne, Cambacérès e Desmoulins.