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École des Beaux-Arts

A Escola de Belas Artes fica no palácio que pertenceu à Rainha Margot de Valois

imagem do École des Beaux-Arts - slide 1

Selbymay

A École des Beaux Arts ocupa um vasto conjunto de edifícios no coração de Saint-Germain-des-Près. O elemento arquitetural mais antiga data do início do século XVII e é remanecente da capela e do convento dos Petits-Augustins, os demais datam dos séculos XVII, XVIII e XIX, com pequenas intervenções no século XX.

Grande parte dessa área pertenceu a Margarida de Valois, a famosa Reine Margot, que inicou a contrução de um grande palácio ao retornar de seu exílio no chateau d’Usson em 1606. Uma capela -Chapelle des Louanges- foi erguida para cumprir uma promessa e, em 1609, Margot chamou os frères de la Charité para oficiar. Seis anos depois, descontente com as críticas contra sua vida desregrada, Margot acabou por expulsar esses religiosos e instalou outros, da Ordem dos Agostinianos Descalços, em seu lugar. Quando Margot morreu, em 1615, a obra do convento não havia sido concluída.

Em 1795, no rastro da Revolução Francesa, Alexandre Lenoir instalou nesses espaços o Musée des monuments français, para expor ao público obras que haviam escapado da destruição, como esculturas das tumbas reais, lápides e outros ornamentos recuperados em cemitérios. Durante o Primeiro Império o museu se expandiu e incorporou importantes exemplares da escultura francesa, mas com a Restauração da monarquia o museu foi fechado e muitas obras foram dispersas.

Em 1817 os edifícios foram ocupados pela École des Beaux Arts e o arquiteto François Debret foi encarregado de construir novos espaços. As origens da escola remontam ao dia 20 de janeiro de 1648, quando o Conselho do rei Luis XIV aprovou um decreto criando a Academia Real de Pintura e Escultura - Academie royale de peinture et sculpture. Para dirigi-la foi designado o pintor oficial da corte, Charles Le Brun. Durante a Revolução Francesa a Convention nationale (Parlamento) decidiu dissolver a Academia, que foi substituída pelo Instituto de Belas Artes. Este, durante a Restauration passou a chamer-se Académie des beaux-arts. Finalmente, em 1863, durante o reinado de Napoleão III a escola tornou-se independente e passou a chamar-se École des Beaux-Arts.

Inicialmente, em 1820, François Debret ergueu um edifício próprio para os concursos e em seguida o Palais des Études, Palácio dos Estudos. Em 1832 seu aluno e cunhado Félix Duban concluiu essa obra e construiu as grandes salas para as exposições (sala Melpomène e sala Foch), que ficam de frente para o rio Sena. Ele também reformou os dois pátios com acesso pela rue Bonaparte, que correspondem à capela e ao claustro (pátio Murier) do antigo convento. O primeiro é ladeado pela antiga capela e pelo antigo convento. Varios elementos decorativos e arquiteturais de épocas e origens diversas foram reaproveitados nas novas construções. As obras foram concluídas em 1839. Em 1883 a escola foi expandida graças a aquisição do l'hôtel de Chimay e seus anexos que datam dos sécs. XVII e XVIII, situados nos números 15 e 17 do Quai Malaquais.

A partir de 1897 as mulheres puderam candidatar-se. Em 1898, Julia Morgan, uma estudante de San Francisco, Califórnia, foi admitida no Departamento de Arquitetura após três tentavivas. Formou-se e voltou para os Estado Unidos, onde desenvolveu carreira de sucesso. Depois da revolta estudantil e do movimento de Maio de 1968 na França, o curso de arquitetura foi separado e a escola mudou o nome para École nationale supérieure des Beaux-Arts.