A Fontaine Médicis, ou Fonte de Médicis, é uma fonte monumental erguida no Jardin du Luxembourg, por ordem da rainha Mãe, Maria de Médici, viúva do rei Henrique IV e regente durante a minoridade de Luís XIII.
A fonte fazia parte da Grote Médicis, foi projetada em estilo italiano pelo engenheiro hidráulico florentino Thommasso Francini, então Superintendente Geral de Águas e Fontes do Rei, e construída a partir de 1625 pelo maître maçon (mestre predreiro) Jean Thiriot. A água para a fonte era formecida pelo antigo aqueduto romano de Arcueil, reconstruído por Francini entre 1613 e 1623.
Durante o Segundo Império, o Barão Haussmann mandou abrir a avenida de Médicis, que passaria pelo local onde estava a fonte. Foi então preciso desloca-la cerca de 30 metros, operação efetuada pelo arquiteto Alphonse Henri de Gisors em 1862. A fonte foi desmontada pedra por pedra e reconstruída no local em que esá hoje. Nessa ocasião foi acresentada na parte de trás a fontaine de Léda, também retirada do local que ocupava para dar passagem à nova rue de Rennes.
A fonte de Médicis tinha o aspecto de pórtico e foi enriquecida com o acréscimo de uma cena dramática composta por três esculturas de figuras mitológicas intitulada Polifêmo surpreendendo Galatéia nos braços de Acis, obra do escultor Auguste Ottin. O enorme ciclope Polifeno está apaixonado pela jovem e bela ninfa marinha. Apoiado num rochedo, flagra Galatéia e Acis abraçados e alongados languidamente na beira da água. Há uma astúcia na obra arquitetônica que provoca a ilusão de que o plano da água, contrariando o bom senso, está inclinado.