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Pont des Arts

O romance está no ar! Faça lindas fotos dos panoramas mais lindos do Sena

imagem do Pont des Arts - slide 1

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Conhecida também como passarelle des Arts, a Pont des Arts está situada num ponto estratégico do rio Sena. Na margem esquerda (Rive Gauche) ela aponta para o Institut de France e na extremidade oposta, na Rive Droite, ela leva ao imponente Palais du Louvre. Para muitos é a ponte mais romântica de Paris, cercada por insuperáveis cenários e panoramas inesquecíveis. Atrai pintores, desenhistas e fotógrafos, além da multidão de turistas e amantes de pique-niques durante o verão.

A ponte atual foi construída entre 1981 e 1984, copiando em grande medida a original, conforme projeto de Louis Arretche, que reduziu de nove para sete o número de arcos e foi inaugurada pelo então prefeito de Paris, Jacques Chirac, que depois seria eleito presidente da França.

A primeira versão foi erguida entre 1802 e 1804, por ordem de Napoléon Bonaparte, que na ocasião era Primeiro Consul. O projeto era dos engenheiros Louis-Alexandre de Cessart e Jacques Vincent de Lacroix, e pela primeira vez foi usado ferro fundido numa ponte parisiense. A passarela não era atravessada por charretes ou carruagens. Dedicada exclusivamente aos pedestres parecia um jardim suspenso, com grandes vasos de flores, arbustos e bancos para quem quisesse descansar. Fato curioso é que para atravessa-la era preciso pagar um pedágio que não era irrisório, pois, como se lê no romance La Rabouilleuse de Honoré de Balzac, um dos personages “fazia lustrar as suas botas sobre a Pont Neuf pelo mesmo valor que pagaria se passasse pela Pont des Arts para alcançar o Palais Royal”.

Barcaças colidiram com a ponte em 1961 e 1970 e suas estruturas foram seriamente abaladas. Fechada para a circulação em 1977, a ponte entrou em colapso em 1979 com outro acidente que provocou o desmoronamento de 60 metros.

A ponte original e a atual cópia tiveram grande presença na literatura, na música e no cinema. A Pont des Arts aparece em músicas de Serge Gainsbourg (L'Assassinat de Franz Lehar de 1962) e Georges Brassens (Le Vent, de 1954), no filme Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain e no final do filme Identidade Bourne, de 2002, com Matt Damon. A passarela é citada também pelo célebre escritor argentino, Júlio Cortázar, em seu livro Rayuela (Amarelinha).

Em anos recentes surgiu um fenômeno intrigante: cada vez maior numero de casais prendiam cadeados, com seus nomes gravados, na trama de arame dos parapeitos, criando sérias dificuldades de manutenção. Para resolver o problema, a prefeitura de Paris se viu obrigada a substituir as telas de arame por vidros.