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Rue Jacob

No coração de Saint-Germain, aprecie boutiques, cafés e galerias

imagem do Rue Jacob - slide 1

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Esta simpática rua tem muitos locais de memória. No edifício de nº 56, antigamente Hotel de York, foi assinado o Tratado de Paris de 1783 - traité de Paris de 1783, que pôs fim à guerra de independencia dos Estados-Unidos.

Notam-se també alguns hotéis tradicionais e de charme, como o Hotel d’Angleterre, no nº 44, no qual se hospedavam duas vezes por ano as criadoras de moda Clotilde Orozco, fundadora da grife Huis Clos e Maria Cândida, fundadora da Maria Bonita. Não longe, no nº 21, escondido atrás de um pátio florido está o simpático Hotel des Marroniers.

Outros edifícios abrigaram personalidades importantes. Na década de 1990 a cantora britânica Jane Birkin morou no nº 19 e no nº 20 Eugène Delacroix teve seu atelier antes de mudar-se para a rue Fustemberg. No nº 27, durante 65 anos esteva a sede das Éditions du Seuil, importante editora francesa. O gradil, a árvore e a fachada do edifício foram transformados em logotipo da marca.

No nº 14 viveu entre o dia 30 de outubro de 1841 e o dia 7 de abril de 1842 o grande compositor alemão Richard Wagner. No nº 13 encontra-se o hotel em que estava hospedado Oscar Wilde quando faleceu, no dia 30 de novembro de 1900. Aí também se hospedou com frequência o escritor argentino Jorge Luís Borges durante as estadias em Paris entre 1977 e 1986.

O nome da rua tem origem histórica no período em que Marguerite de Valois, a famosa rainha Mergot, primeira esposa do rei Henri IV, se instalou nessa periferia de Paris em 1605, ao voltar do exílio no chateau d'Usson. Ela construiu uma capela e iniciou a obra de um convento, para os frères de la Charité. Tres anos depois ela os expulsou e chamou os frades da Ordem dos Agostinianos Descalços e, no convento rebatizado "Monastério da Santíssima-Trindade", Marguerite mandou erguer um "altar de Jacob", o patriarca bíblico que, como ocorreu com ela, foi socorrido por Deus para voltar do exílio.